quinta-feira, 21 de maio de 2009

GRITO DE ALERTA



Hoje em dia principalmente não está nada fácil confiar, o ser humano está irreconhecível. É claro que de maneira alguma podemos generalizar, mas infelizmente cada vez mais podemos ver que esta é a realidade da maioria. Na ânsia de do sempre querer e ter mais, as pessoas matam, maltratam, passam para trás, ludibriam, machucam, roubam sem se sentirem constrangidas.
Onde vamos parar? O que mais precisa acontecer? Não dá mais para fingir que está tudo bem, precisamos nos unir. Nós povo de bem, que queremos ver nossos filhos em um mundo melhor, fazendo parte de uma sociedade mais justa, precisamos fazer alguma coisa. É inadmissível ver tudo isto que estamos vivendo, assistindo de camarote e achar que é normal, nos escondendo atrás da máscara do que podemos chamar de “CONFORMISMO PREGUIÇOSO”. Nós brasileiros estamos muito mal acostumados e queremos deixar sempre que os outros façam por nós, não encaremos de frente certas responsabilidades sociais que são nossas, preferindo nos fazer de vítimas e de coitadinhos.
Na verdade não queremos ter trabalho com nada, queremos que os outros resolvam tudo por nós, à maioria de nós tem preguiça de correr atrás, preferimos esperar que a solução bata à nossa porta, e quando isto não acontece existe sempre uma desculpa, que na maioria das vezes é bem esfarrapada. Quase sempre preferimos dizer que a vida é assim mesmo, que Deus quis assim e pronto. A verdade é que temos medo de correr atrás dos nossos direitos, muitas vezes engolimos tanta coisa por receio de magoar o outro, que esquecemos que se fosse o contrário o outro com certeza falaria, e pior, nos tornamos de certa forma uma pessoa falsa, que fazemos e acontecemos quando estamos longe e quando nos deparamos com a pessoa frente à frente, nos retraímos dizendo que está tudo bem e que não existe problema algum. Este tipo de atitude pode nos trazer até mesmo sérios problemas de saúde.
Não estou aqui fazendo apologia à violência, de maneira alguma. A luta a que me refiro é a de ter coragem de dizer que não concorda com determinada situação, e procurar o meio correto de demonstrar sua indignação. Mas não adianta ficar apenas nas palavras, precisamos estar atentos e sempre procurar entender como as coisas funcionam. A criminalidade está tomando conta de nossas vidas, isto não é novidade para ninguém. Os movimentos ligados ao crime estão cada vez mais organizados e as leis destes movimentos funcionam de verdade, sem contar com os “MARGINAIS LIBERAIS”, aqueles que não estão filiados a nenhum grupo, os pedófilos, os estupradores, os traficantes e por aí vai. O movimento do PCC é um dos mais perigosos do país. O Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma organização de criminosos existente no Brasil, criada para supostamente defender os direitos de cidadãos encarcerados no país. Surgiu no início da década de 1990 no Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté, local que acolhia prisioneiros transferidos por serem considerados de alta periculosidade pelas autoridades.
A organização também é identificada pelos números 15.3.3; a letra "P" é a 15ª letra do alfabeto português e a letra "C" é a terceira.
Hoje a organização é comandada por presos e foragidos principalmente no estado de São Paulo. Vários ex-líderes estão presos (como o criminoso Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola, que atualmente cumpre sentença de 44 anos, principalmente por assalto a bancos, no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau II e ainda tem respeito e poder na facção). O PCC conta com vários integrantes, que financiam ações ilegais em São Paulo e em outros estados do país.
Últimamente o grupo que também está em evidencia é o MOVIMENTO NEONAZISTA BRASILEIRO, que tem a intenção de criar uma terra própria nos estados ricos do Brasil. O neonazismo está associado ao resgate do nazismo ou nacional-socialismo, ideologia política propagada por Adolf Hitler, no começo da década de 1920. O movimento neonazista (ou neo-nazi) tem suas origens colocadas em preceitos racialistas, primando sempre pela "raça pura ariana". Os seguidores da doutrina em sua maioria promovem discriminação contra grupos específicos, como homossexuais, negros, índios, judeus e comunistas. Algumas correntes preferem apenas a segregação da "raça pura ariana" das demais "raças", condenando agressões físicas contra tais grupos (não condenando porém violência moral e psicológica, às vezes assegurada por lei). Outras promovem explicitamente o ataque físico aos grupos citados. Há grande oposição vinda dos neonazistas com relação a grupos punks, fazendo com que cresça uma hostilidade entre os dois grupos.
Apesar da prática racialista ou racista, os neo-nazis não se denominam racistas, promovendo às vezes debates e reuniões sobre seu movimento e culturas opostas à ideologia nazista, com o intuito de engrandecer a favorecer o movimento neonazista. Não raramente estas reuniões são planejadas de modo que induzam jovens a participar destes movimentos. Tais encontros, em que membros se declaram explicitamente a favor da doutrina nazista, são proibidos (por propagação de nazismo) na maioria dos países do mundo, porém muitas vezes tal proibição é relevada, como acontece em alguns países da Europa e nos EUA.
Aí você me pergunta:__O que podemos fazer? Primeiro lugar, precisamos entender. O PODER LEGISLATIVO- CRIA AS LEIS; EXECUTIVO - ADMINISTRA O ESTADO (LATU SENSO), E CRIA LEIS TAMBÉM; JUDICIÁRIO- VERIFICA SE AS LEIS E A ADMINISTRAÇÃO ESTÃO SENDO FEITAS E CUMPRIDAS DE FORMA CORRETA. O poder legislativo é o poder de legislar, criar e sancionar as leis.
No sistema de três poderes proposto por Montesquieu, o poder legislativo é representado pelos legisladores, homens que devem elaborar as leis que regulam o Estado. O poder legislativo na maioria das repúblicas e monarquias é constituído por um congresso, parlamento, assembléias ou câmaras.O objetivo do poder legislativo é elaborar normas de direito de abrangência geral ou individual que são aplicadas a toda sociedade, objetivando a satisfação dos grupos de pressão; a administração pública; em causa própria e distender a sociedade;.Em regimes ditatoriais o poder legislativo é exercido pelo próprio ditador ou por câmara legislativa nomeada por ele.Entre as funções elementares do poder legislativo está a de fiscalizar o poder executivo, votar leis orçamentárias, e, em situações específicas, julgar determinadas pessoas, como o Presidente da República ou os próprios membros da assembléia. Então precisamos cobrar do poder Legislativo Brasileiro a mudança no código penal, a criação de leis mais rígidas e principalmente o cumprimento destas leis. Como? Escrevendo, telefonando, mandando e-mail, entrando no site e participando, enfim fazendo a sua parte. Para quem interessar: Senado Federal – Praça dos Três Poderes – Brasília CEP: 70165-900. Tel: (61) 3303 4141 ou 0800 612211 Site: WWW.senado.gov.br e-mail alosenado@senado.gov.br
Se todos nós nos empenharmos, deixarmos de apenas reclamar e começarmos a agir, aí sim teremos cada vez mais orgulho de sermos chamados de cidadãos brasileiros, que cumprem com o seu dever e clamam por seus direitos.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Notáveis diferenças ( Conto )

César estava nervoso, mais uma vez sua família iria mudar de cidade, ele odiava mudanças em todos os sentidos. César é filho único, sua família tem uma situação financeira muito boa, seus pais Humberto e Isaura trabalham para uma firma muito grande e importante e devido à vida profissional de ambos passavam muito tempo viajando, e constantemente precisavam mudar de cidade, para supervisionar as filiais da empresa.
Devido a esta situação César sempre passou a maior parte de seus dezesseis anos de idade com sua babá Eugênia, uma mulher experiente, muito boa que cuidava de César desde quando o garoto cresceu, e o tinha como um filho. Eugênia adorava aquela família, só não concordava com a forma que Humberto e Isaura criavam César, ela sempre dizia: __ Vocês vão levar este menino a perdição!
Ela se preocupava muito e com razão. Por não poderem estar sempre presente na vida do filho, o casal cobria o menino de mimos, muitos presentes e quase nenhuma regra. César chegava a ser um garoto cruel, frio, totalmente arrogante. Sendo criado como era pelos pais, acreditava ser o dono do mundo que podia mandar e desmandar desprezava todos com muita boa vontade. E ele estava tremendamente irritado, o que seus pais prometeram que não iria acontecer mais, aconteceu, a mudança! Nova cidade, nova casa, novo colégio, César já estava cansado daquela vida. É certo que ele nunca sentia saudade do que ficou para trás, pois, com todo seu orgulho, sua falta de simpatia e cordialidade, nunca conseguiu conquistar um amigo se quer, na verdade nem tentou, todos que se aproximavam, ele tratava com tanta hostilidade, que ninguém tentava novamente.
Em todos os lugares e em todas as atividades coletivas que se fazia presente, César era tolerado, e quando alguém se aproximava dele era por puro interesse financeiro. Estância era uma cidade pequena, mas muito bonita, os moradores muito hospitaleiros abraçavam a todos que na cidade se instalavam. A escola em que César iria estudar não era particular como ele estava acostumado, mas não deixava a desejar, Humberto ficou feliz com o que viu quando foi matricular o filho, talvez fosse bom para o menino conviver com pessoas mais simples e com problemas reais. Humberto sabia que Eugênia tinha razão em censurá-los quanto à criação de César, mas quando ele estava com o filho, não conseguia dizer não, derretia como manteiga e cedia à tudo.
Quem não gostou da nova escola nem um pouco foi César, em sua opinião era inconcebível estudar com pessoas tão diferentes, mas ele não tinha escolha, desta vez não haveria chantagem que desse certo, então o jeito era encarar logo o “povinho”, era assim que ele chamava os outros estudantes. A socialização era um costume do povo daquela cidade e na escola não era diferente, muitos alunos procuraram César para convidá-lo a fazer parte dos times de basquete, voley e futebol, mas ele esnobou a todos. Um dos integrantes ele chegou a destratar publicamente com grosseria e descaso.
__Eu não quero participar de nenhum time deste colégio, eu não sou igual a vocês, simplesmente sou muito melhor, vocês não merecem a minha companhia.
__Tudo bem amigo, eu apenas fiz um convite nada mais.
Neste iterem outros alunos se aproximaram e um deles se adiantou e perguntou:
__Algum problema Marcelo?
__Não Lucas nenhum, eu apenas fiz um convite ao nosso amigo e ele se irritou, disse que não é igual a ninguém aqui, que é melhor que todos, pode?!
César foi se afastando com ar altivo, sem se preocupar com a ofensa feita aos outros rapazes. Lucas ficou olhando o rapaz de longe e respirando fundo comentou:
__É Marcelo, pode sim. Ele realmente não é igual a nenhum de nós, afinal cada pessoa é única, ninguém é igual a ninguém. Mas o que realmente não consigo entender é por que eu, você e outros alunos que desta escola são chamados de deficientes, temos algumas limitações físicas, mas felizmente não temos limitações de bons sentimentos pelos outros e educação.
Marcelo sabia bem do que estava falando, aquela escola era uma das poucas que acolhia a todos sem distinção, aquela escola estava preparada para receber alunos especiais, com diferentes tipos de limitações e ali todos com deficiência ou não, conviviam muito bem. Até este momento!

domingo, 15 de março de 2009

CONDUTA DESASTROSA

Não está nada fácil entender a onde os dirigentes da Igreja Católica pretendem chegar, são declarações extremamente polêmicas que chegam a nos deixar de cabelo em pé. Primeiro é a insistencia em ser contra ao uso da camizinha, se você explicar para uma criança o risco que corre uma pessoa que não faz o uso de preservativo com certeza ela vai entender, mesmo que você não entre em detalhes (o que não é necessário), todos nós sabemos que o uso é necessário não apenas para evitar uma gravidez, são várias as doenças que são transmitidas através da relação sexual.
A conclusão que podemos tirar é que estão querendo que o ser humano faça voto de castidade por livre e espontanea pressão, o que todos nós sabemos que é impossível. Pior ainda, esta condição é imposta aos padres que infelizmente não conseguem lidar com esta situação e muitos (é claro que não são todos) estão aí aliciando menores, encabeçando redes de pedofilia chegando a pagar quantias altíssimas em indenizações, isto tudo não é um mal do século XXI este tipo de conduta que nos causa náusea sempre existiu, só que os casos com certeza eram abafados. Outra pérola publicada no jornal do vaticano O “Osservatore Romano” diz que a lava-roupas é o símbolo da emancipação feminina, deixando a pílula anticoncepcional que trouxe maior controle sobre seus corpos e o trabalho que trouxe a independencia financeira de lado apostando no eletrodoméstico como símbolo desta independencia, parece história da carochinha. Esta matéria foi publicada pelo jornal no dia 08/03/2009, dia em que se comemora o dia internacinal da mulher.
Não dá para não comentar o caso horroroso da menina de nove anos que foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos, foi terrível, particularmente eu sou contra o aborto, apesar de não poder deixar de lado a idéia de que nestes casos ele é totalmente discutível, mas o que me deixou indignada foi a atitude do bispo que excomungou o médico que fez o aborto, a menina e a mãe dela, e o canalha do homem que cometeu este ato imperdoável não foi excomungado, sinceramente eu não consigo entender, é este tipo de atitude que estimula cada dia mais estes atos abomináveis, sem contar que definitivamente no Brasil não existem leis e quando alguém diz que elas existem, simplesmente não são cumpridas, existem recursos para tudo que possamos imaginar, sem falar das fianças. É revoltante, isto é um crime contra a mulher, pior ainda um crime contra uma menina de nove anos. Esta, como muitas outras atrocidades que acontecem no Brasil e no mundo estão se tornando comuns a cada dia que passa, aqui no Brasil é pior ainda pois os nossos “QUERIDOS POLÍTICOS”, aqueles que recebem apenas “UM MÍSERO SALÁRIO MÍNIMO” que nós “RICOS E ABASTADOS POVO BRASILEIRO PAGAMOS”, ainda não entenderam que eles é que tem o dever e o poder de mudar o ‘CÓDIGO PENAL BRASILEIRO’, nós não estamos mais nos anos 40. É preciso agir e rápido, os criminosos, os bandidos, os ladrões, os pedófilos, os traficantes e outros do ramo estão agindo estes não perdem tempo. Enquanto nós perdemos a liberdade, o direito de ir e vir, a confiança, a moral, o respeito e sem dúvida não acreditamos mais nestes homens, que são os responsáveis por pelo menos tentar melhorar, no amplo sentido da palavra a vida de todos os que são honestos,decentes e só querem viver a vida em paz, sem medo de ser feliz!

domingo, 18 de janeiro de 2009

SINTO FALTA

Sinto falta dos meus passos na rua,
Sinto falta de caminhar.
Sinto falta da minha mão na tua,
Sinto falta de cantar.

Sinto falta dos passeios, do ar puro,
Sinto falta de poder te ver, mesmo no escuro.
Sinto falta daquela alegria contagiante,
Sinto falta de viver intensamente a cada instante.

Sinto falta de sair com os amigos,
Sinto falta dos momentos bem vividos.
Sinto falta de ser independente,
Sinto falta de calor humano, de ver muita gente.

Sinto falta da correria doida do dia a dia,
De sentar à mesa normalmente, que alegria!
Sinto falta de tudo que algum dia pude fazer,
Sinto falta de você, que foi meu bem querer.

Rose Gonçalves

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

LANÇAMENTO AMOR E OBSESSÃO

Foi lançado no site: http://www.livrovirtual.com/ o meu primeiro romance "Amor e Obsessão". O livro é um romance policial baseado em alguns fatos reais, conta a história de um casal Lohane uma cantora e Júlio César um médico, eles se conhecem em um acidente de carro. Vão descobrindo que tem muitos amigos em comum, se apaixonam e despertam a ira de pessoas que não sabem perder e são capazes de fazer qualquer coisa para ganhar sempre. O livro desperta emoção e em meio ao suspense nos faz acreditar que o amor verdadeiro ainda existe.
Para acessá-lo entre no link http://www.livrovirtual.com/?l=E9EAB
Entre e aprecie, desejo a você uma boa leitura.
Rose Gonçalves

Seu retrato

Queria poder vê-lo de novo, mas me contento com seu retrato,
Meu coração não acredita que a separação é um fato.
Te sinto em meu quarto, em cada canto, no espaço,
E daria tudo por um abraço.

Seu retrato me faz reviver nossa história,
Falo como se pudesse tirá-la da memória.
Lembranças dos beijos, carícias e juras de amor,
Que agora só me trazem a dor.

Talvez um dia a tristeza acabe,
E outro amor chegue, quem sabe?!!!
Mas agora nada pode apagar da minha memória,
Quando vejo seu retrato à lembrança.


Rose Gonçalves

Lindo Presente

Recebi este conto do autor, é muito bonito vale a pena conferir.
A música que vinha da casa

Como sempre fazia na véspera de Natal, o rei convidou o primeiro ministro para um passeio. Gostava de ver como enfeitavam as ruas – mas para evitar que os súditos exagerassem nos gastos com o objetivo de agradá-lo, os dois sempre se disfarçavam com roupas de comerciantes que vinham de terras distantes.
Caminharam pelo centro, admirando as guirlandas de luz, os pinheiros, as velas acesas nos degraus das casas, as barracas que vendiam presentes, os homens, mulheres e crianças que saiam apressados para juntar-se a seus parentes e celebrarem aquela noite em torno de uma mesa farta.
No caminho de volta, passaram pelo bairro mais pobre; ali o ambiente era completamente distinto. Nada de luzes, velas, ou o cheiro gostoso de comida pronta para ser servida. Não se via quase ninguém na rua, e como fazia todos os anos, o rei comentou com o ministro que precisava prestar mais atenção aos pobres do seu reino. O ministro acenou positivamente com a cabeça, sabendo que em breve o assunto estaria de novo esquecido, enterrado na burocracia cotidiana, aprovação de orçamentos, discussões com emissários estrangeiros.
De repente, notaram que de uma das casas mais pobres vinha o som de uma música. O barraco mal construído, com várias frestas entre as madeiras apodrecidas, permitia que vissem o que se passava lá dentro, e era uma cena completamente absurda: um velho em uma cadeira de rodas que parecia chorar, uma jovem completamente careca que dançava, e um rapaz de olhar triste que tocava um tamborim e cantava uma canção do folclore popular.
- Vou ver o que está acontecendo – disse o rei.
Bateu à porta. O jovem interrompeu a música e veio atender.
- Somos mercadores em busca de um lugar para dormir. Escutamos a música, vimos que ainda estão acordados, e gostaria de saber se podemos passar a noite aqui.
- Os senhores encontrarão abrigo em algum hotel da cidade. Infelizmente não podemos ajudá-los; apesar da música, esta casa está cheia de tristeza e sofrimento.
- E podemos saber por que?
- Por minha causa – era o velho na cadeira de rodas que falava. – Durante toda a minha vida, procurei educar meu filho para que aprendesse caligrafia, de modo a ser um dos escribas do palácio. Entretanto, os anos se passavam e as novas inscrições para o cargo jamais foram abertas. Até que esta noite tive um sonho estúpido: um anjo aparecia e me pedia para que comprasse uma taça de prata, já que o rei iria me visitar, beber um pouco, e conseguir emprego para o meu filho.
“A presença do anjo era tão convincente que resolvi seguir o que dizia. Como não temos dinheiro, minha nora foi hoje de manhã até o mercado, vendeu seus cabelos, e compramos esta taça que está ai na frente. Agora eles tentam me alegrar, cantando e dançando porque é Natal, mas é inútil”.
O rei viu a taça de prata, pediu que servissem um pouco de água porque estava com sede, e antes de partir, comentou com a família:
- Que coincidência! Hoje mesmo estivemos com o primeiro ministro, e ele nos disse que as inscrições seriam abertas na semana que vem.
O velho acenou com a cabeça, sem acreditar muito no que ouvia, e despediu-se dos estrangeiros. Mas no dia seguinte, uma proclamação real foi lida por todas as ruas da cidade; procuravam um novo escriba para a corte. Na data marcada, o salão de audiências estava cheio de gente, ansiosa para competir por tão cobiçado cargo. O primeiro ministro entrou, pediu que todos preparassem seus blocos e canetas:
- Eis o tema da dissertação: por que um velho homem chora, uma mulher careca dança, e um rapaz triste canta?
Um murmúrio de espanto percorreu toda a sala: ninguém sabia contar uma história como essa! Exceto um jovem com roupas humildes, em um dos cantos da sala, que abriu um largo sorriso e começou a escrever.
Paulo Coelho
(baseado em um conto indiano)

OLÁ É UM PRAZER RECEBE-LO!

OLÁ É UM PRAZER RECEBE-LO!